A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 12/01/2021

Atualmente, a tecnologia faz parte do dia a dia de bilhões de pessoas, possibilitando diversas vertentes de trabalhos, comunicação, informação e mobilidade entre os humanos. De toda forma, essa ferramenta também possibilitou que pessoas com baixa renda ou desempregadas encontrassem outro meio de trabalho, sendo uma delas o uso da plataforma uber que possibilita o compartilhamento de transporte individual, conectando motoristas e passageiros por meio de seu aplicativo em smartphones. Entretanto, a “uberização” acabou se tornando um trabalho da era tecnológica precarizado, principalmente, pela falta de direitos trabalhistas neste ramo, que inviabiliza esse trabalho como formal.

O seriado fictício Black Mirror, original da plataforma online Netflix, apresenta diversas maneiras como os humanos são dependentes das tecnologias, apresentando em um dos episódios a ferramenta uber, que é usada para promover um sequestro de um passageiro. De forma paralela com a realidade, atualmente, o mundo vive a chamada “Quarta Revolução Industrial”, sendo a tecnologia, a principal fonte de informação, mobilização e comunicação para os bilhões de habitantes do planeta. Mas, a facilidade que a internet promove também pode acarretar prejuízos, como demostrado na série, além de não garantir a segurança plena dos passageiros, o aplicativo não garante os direitos trabalhistas dos uberistas, como carteira de trabalho, férias remuneradas ou indenização por furtos e danos morais.

Outrossim, a “uberização” garante a liberdade dos motoristas, flexibilizando os horário e assim permitindo aos usuários maiores possibilidades de empregos formais, sendo este de renda fixa e o outro como um extra. De toda forma, a informalidade do aplicativo, permite que os usuários tenham menores gastos, já que em sua maioria o aplicativo prioriza viagens com baixo custo e grande facilidade de comunicação entre os passageiros e o aplicativo.

Infere-se, portanto, que as empresas responsáveis pela “uberização”, busquem atender os usuários e os motoristas de forma responsável, garantindo a segurança a todos. Para tanto, deve-se garantir os direitos trabalhistas para os uberistas, de forma que estes tenham a garantia de uma carteira de trabalho e possuam os devidos meios de comunicação para conseguir reinvindicar seus direitos.