A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 11/01/2021

Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a “uberização” do trabalho na era tecnológica no país, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como negligência compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de descaso com o trabalhador. Um exemplo disso é que há uma grande redução no número 9. de trabalhadores terceirizados, devido ao avanço tecnológico em diversos setores. Nesse sentido, o sociólogo Alemão Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamento para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de leis trabalhistas que garantam aos trabalhadores uma maior estabilidade nos seus empregos, visto quezcom o avanco tecnológico número de empregados tendem a cair, medidas que deixariam a resoluçãăo do problema mais próximag e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo elabore leis trabalhistas que protejam os trabalhadores, bem como fiscalizar a aplicação dessas leis, por meio de uma maior autonomia do ministério do trabalho, com o propósito de evitar o aumento do desemprego. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre os benefícios e os malefícios que o avanço tecnológico podem traz para a sociedade. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de otimizar o uso da tecnologia sem causar danos à sociedade. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.