A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 12/01/2021
A precarização do trabalho na sociedade moderna vem infiltrando-se em grande escala, aproveitando-se do alto índice de desempregados. No Brasil, de acordo com o site economia.uol, há cerca de 13,8 milhões de desempregados, o que no primeiro semestre de 2020 gerou um aumento de 158% de trabalhadores em aplicativos, conforme o site querobolsa, que trabalham sem coberturas por lei.
Com a lei da oferta e demanda, o mercado tecnologico avistou uma oportunidade de crescimento, mas que necessita de parceiros para atender a demanda, gerando assim, aplicativos para entragas. Como mostrado no filme “Você não estava aqui”, em primeira vista, essa nova modalidade de emprego, parece uma boa idéia, tendo em vista que você recebe pela quantidade que produz e é o seu próprio chefe.
Junto com o crescimento do delivery, vem a romantização dele, mas a realidade que a cerca os entregadores, tem sido cruel, pois com o maior número de entregadores, o valor das entregas diminuíram, fazendo com que seja necessário aumentar a carga horária de trabalho, para manterem um salário digno. De acordo com o site brasildefato, entregadores costumam trabalhar 12h diárias, sem pausa para almoço. Sabe-se que trabalhar por horas seguidas, pode gerar ansiedade, depressão e LER (lesões por esforço repetitivo).
Esses trabalhadores, não contam se quer com um plano de saúde, auxílio doença ou 13 salário uma vez que não são contratados, estão a mercê da sorte.
Diante disto, torna-se necessário uma intervenção para a não precarização destes serviços. O poder lesgilativo deve implantar um projeto, através de uma plataforma digital regularizadora de serviços prestados, trazendo carga horária mínima e máxima a serem trabalhadas, auxílio doença, férias remuneradas, plano de saúde e multa para a não cumprição das regras, afim de minimizar os danos vividos no dia-a-dia dos trabalhadores e tornando um trabalho com condições legais, acobertado por lei.