A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 14/01/2021

O processo de uberização advém das priemiras navegações portuguesas do século XV, uma vez que elas tinha como intuito facilitar a importação de especiarias indianas para a Europa. Dessa forma, é notorio que a uberização é benéfica a todos os envolvidos,visto que viabiliza o consumo e venda de um produto entre pessoas que estão fisicamente distantes. Entretanto, atualmente a uberização exige o acesso a internet, tornando o processo inviável a classes mais baixas.

Em primeiro plano,vale destacar que segundo a revista o tempo, o processo de uberização trata-se da criação de serviços para encurtar a distância entre a oferta e a demanda. Sendo assim, é explícita a necessidade e a viabilidade desse processo, ja que ele permite o consumidor tenha acesso a uma variedade de preços e produtos, pois ele ira ter a possibilidade de comprar mercadorias que estejam fora do seu alcance no momento.Além do mais,assim como nas navegações do século XV, havera uma propagação cultural,de maneira saudável e pacífica, devido a presença de produtos de uma região específica espalhados por todo país.

Por outro lado, o processo de uberização não é democrático, pois seu acesso necessita determinadas condições financeiras.Acerca disso, o cantor Mc Sid disse “Aula online é pra quem pode, na quebrada tem aluno que nem internet tem”. Essa afirmação corrobora o fato de que processo como a uberização,que necessitam de internet, não são democráticos,uma vez que parte da população não tem acesso a tal.

Diante do exposto, é axiomático a liberdade e funcionalidade da ubertização,entretanto é necessário uma democratização desse processo.Pensando nisso, é possível que o Superministério da Cidadania invista,parte dos impostos cobrados a empresas que oferecem o serviço de entrega,em redes públicas de internet. Dessa forma, o processo de uberizaçao será democrático, e toda população poderá usufruir da liberdade gerado pelo mesmo.