A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 15/01/2021
Jurguen Habermas, importante filósofo e sociólogo contemporâneo, criou a ação comunicativa, essa consiste que uma maneira de manter a sociedade em equilíbrio é através do diálogo. Atualmente, no Brasil, entretanto, o atraso nas discussões sobre a precarização da ‘‘uberização" no trabalho, representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade, pois não há um amplo debate como defendido por Habermas. Com isso, convém analisar as principais consequências, causas e possível medida para esse impasse.
Primeiramente, é importante ressaltar a precária estrutura trabalhista. A terceirização do trabalho é uma tendência da era moderna e digital, mas, lastimavelmente, a falta de leis trabalhistas e as péssimas condições de trabalho andam juntas neste contexto. Segundo o sociólogo e historiador Caio Prado Junior, a escravidão juntamente com a exploração trabalhista são uma herança lastimável da cultura brasileira. É, desse modo, evidente o descaso à constituição de 1988 que garante a igualdade entre todos os cidadãos.
Ademais, cabe destacar os resultados desse fenômeno. De acordo com o site de correio eletrônico G1, o aumento do desemprego e a falta crescente de trabalhos com carteira assinada impactou diretamente no aumento da terceirização trabalhista, e consequentemente no aumento da “uberização”. É inadmissível que o direito do trabalhador esteja sendo negligenciado pelo governo desta forma.
Logo, medidas são necessárias para erradicar a precarização do trabalho informal. O Ministério do trabalho deve criar leis mais rígidas que garantem a humanização do trabalhador informal, como salário mínimo, melhores condições de trabalho e horas máximas diárias. Almeja-se, desta forma estabelecer um trabalho terciário mais digno e humano.