A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 15/01/2021

A revolução tecnológica acarretou mudanças econômicas e sociais, sobretudo na forma como se dão as relações empregatícias. Uma vez que, tais mudanças não ocorreram de forma gradativa - característica da tecnologia-, houve a formação de questões como a “uberização do trabalho. Nesse sentido, a falta de uma legislação específica e o descaso das empresas privadas são aspectos fundamentais para manutenção dessa problemática, evidenciando a necessidade da discussão da mesma.

A priori, é valido ressaltar que produtos e serviços “on-line” tomaram espaço significativo no cotidiano do consumidor, como o “delivery” e uber - daí o termo “uberização” que se refere a um transporte barato por aplicativo. Porém, a rapidez com que esses ofícios tonaram-se populares, especialmente com a pandemia da COVID-19 - na qual os serviços de entrega tonaram-se fundamentais na manutenção do isolamento social como medida preventiva - acarretou sobrecarga sobre tais trabalhadores. Haja vista, houveram manifestações de entregadore de aplicativos por melhores condições de trabalho em frente a Câmara Municipal de São Paulo, evidenciando a urgência de medias que visem solucionar essa questão.

Além disso, o crescimento de empresas privadas como a Uber,não convergiram para o fornecimento de melhores condições aos motoristas. De modo que o individualismo sustentado por ideais liberais levam a empresa a se ver livre de responsabilidades com o trabalhador em caso de não haver demanda de serviço, de acordo com a política da empresa. Ou seja, se não houver corridas a em um mês a serem feitas, o empregador não recebe salário.

Dessa forma, cabe ao Estado o fomento de uma legislação que ampare os trabalhadores “uberizados”, de forma a grantir salários compatíveis, melhores condições  de trabalho - exigidos em naifestações - e que obriguem as empresas a ofercerem salário fixo . Afim de que se caminhe para o fim da “uberização” do emprego na era tecnológica.