A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 28/01/2021
Relações humanas e a segregação
A demanda da tecnologia no mercado de trabalho atual desenvolve cada vez mais a segregação socieconômica da sociedade. De maneira corriqueira, a chamada uberização do trabalho na era tecnológica, nos mostra as dificuldades e barreiras que os trabalhadores desse meio aderem durante a sua jornada, tornando este novo trabalho uma precarização em seu meio.
Karl Marx responsável pela estruturação da teoria da luta de classes afirmava que: “a história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes”, o que significa que a burguesia, grupo majoritamente menor, ainda possuía grande privilégio na sociedade, o que nos faz refletir sobre a atuação dos trabalhadores precarizados com a nova tecnologia existente. Além dos desafios enfrentados no trajeto para atender a população, como assaltos, falta de equipamentos de segurança e falta de assistência, também existe a possibilidade desses trabalhadores serem menosprezados pela sua atuação, por aqueles que se encontram em segurança e com maiores privilégios.
Desse modo, a precarização poderia se tornar uma suposta liberdade para esses trabalhadores, se os direitos trabalhistas estivessem realmente em vigor, como maiores assistências com a segurança do trabalho, melhores remunerações, seguros em acidentes durante o expediente, além da educação em escolas sobre a importância dos diferentes cargos efetivados pelas pessoas. O uso da tecnologia encurta o tempo de espera, mas também as relações humanas, tornando a sociedade cada vez mais segregada e os trabalhadores precarizados.