A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 08/02/2021

No contexto atual, a cultura de compartilhamento, oriunda dos dispositivos tecnológicos, constrói um novo contrato social entre empresas e funcionários. Estes são explorados pelas grandes corporações “uberizadas”, e aqueles se ausentam de grande parte do ônus para com o seus colaboradores. Dessa forma, surge uma camada desamparada de trabalhadores, os lumpemproletáriados.

Atrelado a isso, a fantasia construída pelas corporações uberizadas engana grande parte da classe trabalhadora, que passa a acreditar na fábula do empreendedor. Ela o eleva como chefe da sua própria jornada de trabalho, com uma remuneração precoce e farta. Entretando, a realidade é cruel e distinta, já que o lumpemproletariado não possui quaisquer garantias e nem regulamentos estatais. Ademais, os gastos que permeiam essas atividades reduzem muito lucro, tornando necessário longas jornadas de trabalho para garantir uma pequena renda regada de incertezas.

Assim, a uberizaçao do trabalho precariza as atividades remuneradas vendendo uma falsa ilusão de liberdade e de empreendedorismo. O prolétario, fadados a um ciclo vicioso de altas horas de trabalho, ficam na mão das empresas na espera de futuras regulamentações.