A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 17/02/2021

No século XVIII, evidenciou-se um enorme impacto — 1ª Revolução Industrial — na economia, a qual deu origem ao capitalismo. De maneira análoga, hodiernamente, assim como a primeira, a 4ª Revolução gerou novas mudanças no mercado de trabalho, as quais exigem que o povo tenha mais conhecimento científico, mas tal condição não é a realidade de muitos, que ficam à mercê do trabalho informal e se iludem com uma falsa sensação de liberdade, quando, na verdade, seus direitos são sonegados ao enfrentarem um emprego precarizado. Nesse sentido, em razão de uma educação deficitária e da insuficiência legislativa, emerge um problema complexo, o qual precisa ser revertido.

Diante desse cenário, a baixa qualidade do sistema educacional é uma forte razão para os cidadãos não conseguirem acompanhar as evoluções tecnológicas. Nesse viés, consoante Immanuel Kant — um dos principais filósofos modernos — o homem tem seu intelecto formado de acordo com o que lhe é ensinado. Sob esa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange a crescente informalidade do ofício na era moderna, percebe-se que a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os imbróglios sociais, uma vez que não supre as necessidades para muitos indivíduos entrarem no ensino superior e, assim, em uma ocupação formal. Com isso, é inadmissível que o Estado se mostre indiferente a essa situação calamitosa.

Ademais, vale destacar que a falta de controle operacional é outro forte motivo ao impasse. Sob essa lógica, a Declaração Universal dos Direitos Humanos diz: “todo cidadão deve ter direito ao mínimo necessário para um padrão de vida digna”. No entanto — isso existe apenas na teoria —, pois, ao se observar a situação de muitos funcionários, nota-se que, na prática, muitos deles têm a saúde e a segurança em risco, por exemplo, os office boys, que enfrentam cansativas jornadas de trabalho, além de correrem perigos diários com acidentes e assaltos. Logo, para que todos tenham uma melhor qualidade de vida, todas as leis devem ser cumpridas e respeitadas.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Economia, enquanto regulador das práticas de negociações econômicas e da previdência, com o Ministério da Educação, crie e realize um projeto. Diante do pressuposto, tal ação promoverá maior segurança aos funcionários informais, por meio da criação de sindicatos para tais empregos, com o intuito de garantir apoio e direitos legais a eles. Além disso, para fazer a população acompanhar as evoluções científicas, são necessários investimentos pesados na área da educação, com a formulação de um novo sistema de ensino, o qual leve aos alunos educação financeira, através de profissionais qualificados, com o intuito de engajá-los mais cedo no mundo laboral. Dessa forma, espera-se assegurar uma melhor qualidade de vida na era moderna.