A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 23/03/2021

Conforme a perspectiva do sociológo Karl Marx, trabalho é uma atividade sobre o qual o ser humano emprega uma força para produzir os meios para seu sustento. No entanto, a ´´uberização´´ do trabalho na era tecnológica, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vunerável da sociedade. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência da sociedade.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de leis trabalhistas que garantam aos trabalhadores uma maior instabilidade em seus empregos. De acordo com o Forúm Econômico Mundial, essa realidade, que já começamos a experimentar no dia a dia, significa uma economia com forte presença de tecnologias digitais, mobilidade e conectividade de pessoas. Desse modo, os trabalhadores necessitam conquistar seus direitos e deveres negligenciados pelo Estado. Logo, a realidade vivenciada pelos funcionários é totalmente contraditória.

Além disso, é importante ressaltar outros obstáculos que não fazer parte de uma situação passageira. Isto é, a falta de consciência da sociedade é uma problemática enfrentada na contemporaneidade, de tal forma que são imprudentes em não buscarem pelos seus direitos como por exemplo salário mínimo e direito a férias. Segundo o sociólogo alemão Juger Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamento para que mudanças efetivas aconteçam. Por consequência, a sociedade não está se auto avaliando diante de suas ações sendo prejudicados em seus trabalhos.

Portanto, medidas devem ser tomadas para acabar com esse impasse. A fim de solucionar a falta de atitude do Estado é cabível que o Ministério do Trabalho, responsável por cuidar dos serviços essenciais, faça leis mais rígidas para os trabalhadores com objetivo de ampara-los e garantirem uma maior instabilidade. Outrossim, para que a negligência da sociedade seja resolvida é viável que o Ministério Público, responsável pelo bem-estar social, elabore debates por meio de advogados  com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre seus direitos, assim, essa problemática será solucionada.