A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 29/03/2021
No documentário ‘‘Um Novo Capitalismo’’, é retratado como o lucro e impactos sociais podem caminhar juntos. Nesse sentido, a narrativa revela como negócios sólidos de diferentes áreas impactam positivamente a vida das pessoas. Fica claro, que a realidade apresentada no docmentário pode ser relacionada àquela do século XXI: como a tecnológia conectou diversas formas de trabalho, porém, as empresas não podem ignorar os direitos dos trabalhadores.
Em primeiro lugar, é importante destacar a relevância que o termo ‘‘uberização’‘adquiriu. Dessa forma, essa forma de trabalho não pode ser definida como assalariada e por mais que algumas empresas, como a Uber, definam como trabalho autonômo, eles também não são. Isso porque as empresas definem o valor de serviço ou produto e não o trabalhador. Assim, trata-se de uma nova relação de trabalho e de acordo com o sociólogo Karl Marx, o Fetichismo Cultural é quando a sociedade tem o produto final sem preocupar-se com as relações de trabalho no processo. Logo, é necessário para esse novo mercado, uma legislação própria.
Entretanto, tais aplicativos trazem inúmeras facilidades, seja pela agilidade, disposição para entrega e baixo preço. Além do mais, para os trabalhadores existe uma liberdade em trabalhar onde e quantas horas desejar. De acordo com o economista Milton Friedman, o Estado deve agir de forma mínima, todavia, deve garantir o livre comércio ao mesmo tempo a segurança do empregado. Assim, deve-se ofertar oportunidades e uma maior seguridade a todos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que haja liberdade de Mercado e os trabalhadores sejam assegurados, urge que o Governo por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve ser destinado uma parte do valor ganho à aposentadoria, assim como, as empresas devem garantir um financiamento de um seguro caso o objeto de trabalho sofra danos, a fim de diminuir as inseguranças para essa nova relação de trabalho. Somente assim, será possível aumentar a proposta de um novo Capitalismo mais entrelaçado com a sociedade.