A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/04/2021
De acordo com o Art.5 da Constituição Federal de 1988, que assegura que todos são iguais perante a lei, sem nenhuma distinção de gênero, crença ou sexo. Nesse contexto, no Brasil, essa lei mostra-se falha com a população vulnerável, mais afetada com a ausência do cumprimento da lei, negligenciada pelo o governo. Diante do exposto, urge analisar a precarização do trabalho na sociedade brasileira e compreender a sua permanência no país.
Em primeiro plano, a precarização ocorreu devido ao processo industrial que o Brasil presencia no século XXI. Além disso, a revolução industrial trouxe benefícios para os meios de produção, mas, com o passar do tempo, esse processo acarretou um alto índice de desemprego, devido a diminuição da mão de obra. Por consequência desse fato, a parcela da sociedade que tem vulnerabilidade passou a trabalhar como dava, por exemplo, em aplicativos de transportes ou delivery.
Em segundo plano, a precarização do trabalho aumentou o percentual de indivíduos trabalhando de forma informal. À vista disso, o conceito de estratificação social, que remete a divisão de classes sociais de acordo com a renda domiciliar, aponta que os trabalhadores de classes mais baixas são precarizados. Ademais, o sociológo Karl Marx, caracteriza isso como “mais valia”, que é um tipo de exploração dos meios de produção. Logo, esses proletariados ficam presos a esse tipo de vulnerabilidade, mesmo sem querer.
Sendo assim, faz-se necessário que o governo, em parceria com canais televisivos, faça uma ampla divulgação midiática, por meio de jornais e em horário nobre, a fim de conscientizar a população, uma vez que assim será dada voz aos trabalhadores. Nesse sentido, o intuito de tal ação deve ser diagnosticar a precarização do trabalho e sua erradicação na sociedade brasileira. Ação que iniciada no presente, é capaz de modificar o futuro do país.