A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 14/04/2021
O número de desempregados no Brasil chega a cerca de 14 milhões, de acordo com o IBGE, o que força uma parcela dessas pessoas a procurarem formas alternativas de trabalho. Dessa maneira, há uma " uberização" destes postos, o que precariza estas relações porque há um excesso de horas de serviço e uma falta de proteção nos mesmos.
Em primeira análise, percebe-se que os trabalhadores tem uma liberdade de fazer seus horários de trabalho, fazendo com que eles acabem ultrapassando o limite recomendado por precisão. Dessa forma, para suprir suas necessidades financeiras básicas, os prestadores exageram no exercicío, visto que, dados divulgados pela Uber mostram que seus motoristas chegam a ficar conectados até 14 horas diárias. Por isso, há uma desvalorização neste ramo, porque tem um excesso de trabalho para se conseguir uma quantia que não é equivalente ao esforço.
Além disso, estes colaboradores não possuem leis que lhes apoiem. Desse modo, por não oferecer vínculo empregatício, estas empresas não são responsáveis em casos de acidentes, porque os funcionários considerados são autônomos, logotipo, um CLT (Conjunto de leis trabalhistas) é incapaz de fornecer apoio porque não há leis para este tipo de caso. Portanto, esta forma nova de relacionamento é maléfica para quem precisa dela e evidência de que uma estrutura atual é ineficiente para o atendimento desses casos.
Em síntese disso, fica evidente que este cenário tem a necessidade de mudanças. Para isso, o Poder Legislativo deve criar leis que abranjam esta classe de trabalhadores, gerando mudanças na CLT, em que elas criem responsabilidades legais como seguro de vida, limites diários de trabalho e melhor remuneração, para as empresas que afiliarem os trabalhadores, o que traz vantagens para eles como melhor saúde e uma melhoria financeira. Em vista disso, a efetivação desse ser feita o mais rápido possível para que essa degradação tenha fim.