A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/04/2021
Com grande influência da pandemia e os altos níveis de desemprego, o “home-office” se tornou um dos meios mais populares de se trabalhar. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de mais de 20 milhões de brasileiros trabalham em casa, aumento de 45% segundo IBGE. Essa “uberização” parece ser um recurso prático e sem grandes complicações quando exercido, porém, as pessoas envolvidas estão submetidas a diversos riscos.
Aqueles os quais buscam esse tipo de “emprego” correm atrás de mais liberdade na hora de executar seu trabalho, mas não conseguem enxergar um passo à frente, e todas as situações as quais estarão expostos. Com esse modo de prestar serviço casualmente, medidas como leis trabalhistas não são oferecidas, o que bota essas pessoas de frente com inúmeras possíveis barreiras. se caso um acidente de carro ocorrer durante em uma corrida do aplicativo Uber, a vítima não tem a quem recorrer e nem direitos em prol de si.
Outrossim, essa disposição a complicações dada a facilitação entre empregado e empregador pode atingir os dois, e causar danos tanto físicos, como financeiros a ambos, podendo interferir em relações econômicas.
Dados todas essas situações negativas desencadeadas por esse novo método de serviços da Quarta Revolução Industrial, é de primordial importância que medidas, tais como leis profissionais que abrangem a segurança dos operários sejam efetuadas, e que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamente as relações trabalhistas do novo “home office”.