A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/04/2021
Cerca de 13 milhões de pessoas estavam desempregadas no Brasil em 2019, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E com um cenário pessimista para os empregos formais, como pessoas acabam buscando alternativas de trabalho, procurando ter uma forma de sustento ou como de renda a mais. Estimulando o aumento da prestação de serviço através da Uberização, emprego no qual trabalha muito mais que recebe sem sequer possuir vínculo trabalhista.
Este tipo de serviço oferece aos prestadores dele uma certa duração, o que significa que eles não possuem uma carga horária fixa de trabalho, podendo fazer seu próprio horário, mas isto não quer dizer que eles decidam quanto vão ganhar por cada jornada, já que o responsável por estas decisões de valores é um algoritmo criado e desenvolvido pela empresa.
Portanto, o prestador para garantir uma boa renda tem que trabalhar muito mais do que quando conseguir carteira registrada. Além de não possuírem um salário fixo eles não fornecem o décimo-terceiro salário, e em caso de resolver por questões de saúde ou por acidentes durante o serviço, eles não trazem como os trabalhadores formais, nem possuem férias garantidas ou remuneradas, e ainda são penalizados pelos atrasos.
Diante de todas essas informações, mesmo que o valor recebido seja muito baixo para a demanda de jornadas feitas. considerando o alto número de pessoas desempregadas e que, entre todas elas, várias não possuem outra escolha, muito ainda hão de aderir a Uberização para garantir uma forma de sustento.