A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/04/2021
A uberização do trabalho ocorre devido à grande quantidade de aplicativos de contratação de serviços. Em relação a isso, pode-se afirmar que essa modernização da relação do trabalho proporciona um alto prejuízo para os trabalhadores que prestam serviço à empresa do aplicativo, pois gera uma precarização da mão de obra.
Nesse contexto, de acordo com o IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatística), com o período atual de pandemia, o número de desempregados aumentou exponencialmente, o que fez as pessoas recorrerem à prestação de serviços de aplicativos. Isso contribuiu para que ocorresse um monopólio deste setor centralizado nas empresas donas dessas plataformas, enquanto os trabalhadores não recebem um valor adequado de mão-de-obra.
Paralelo a isso, segundo a Análise Econômica Consultoria, o número de trabalhadores de aplicativos de entregas de refeições cresceu 158% no primeiro semestre de 2020. Isso significa que, nesse período de pandemia, houve um aumento significativo de profissionais que não possuem direitos trabalhistas como valor fixo, férias, folgas em fins de semana, plano de saúde, aposentadoria, entre outros direitos. Isso significa que, em uma situação repleta de dificuldades financeiras como a pandemia, em que todos estão passando por algum tipo de obstáculo, aqueles que prestam este tipo de mão-de-obra ainda precisam lidar com esses desafios.
Dito isso, com base nos argumentos supracitados, é possível concluir que houve um sucateamento do trabalho de profissionais que prestam serviços a aplicativos. Para que haja um reconhecimento e valorização dos mesmos, é necessário que os envolvidos se organizem e reivindiquem seus direitos através de manifestações passivas e do compartilhamento dessa situação com a sociedade. Com a mobilização em torno dessa causa, é possível fazer com que a população tenha ciência do que ocorre com esses trabalhadores e procurem fazer algo a respeito.