A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/04/2021
A sociedade dos aplicativos
Com o aumento da tecnologia, sua presença na sociedade torna-se forte, cotidiana e as pessoas ficam com mais mobilidade e conectividade entre elas. Ocorrendo um aumento de lojas de aplicativos que servem para encurtar a distância entre a oferta e a demanda e ganhou um nome: “uberização”. Com isso, ocorre a diminuição de trabalhos formais e o aumento dos trabalhos informais precarizados, pois o trabalho passa a ser cada vez mais virtual.
As pessoas que passam a trabalhar para aplicativos, acabam se tornando trabalhadores informais, ou seja, não tem vínculos empregatícios, trata-se de desenvolvimento de atividades autônomas, se tornando precarizados pela falta das leis trabalhistas, por conta da ausência de carteira assinada, férias remuneradas, décimo terceiro, auxílio-doença, vale transporte.
Porém, muitos trabalhadores nas indústrias perdem os seus empregos para as novas tecnologias, que ocupam a função de 2 ou mais trabalhadores ao mesmo tempo e com recursos mais barateados. Com base em um estudo do Fórum Econômico Mundial, a tecnologia irá tirar 7 milhões de empregos até 2021 para implementar inovações e aplicações reais na área de documentos, automotiva, hospitalar, jurídica e pública (cidades mais desenvolvidas tecnologicamente). Isso foi chamado de “Quarta Revolução Industrial”. Com essa taxa elevada de desemprego, as pessoas recorreram aos aplicativos, como uma forma de sustento. Conclui-se que os funcionários e trabalhadores necessitam de mais capacitação nas indústrias, através de cursos disponibilizados pelo governo, com o objetivo de se manterem em seus cargos de trabalho, baixando as taxas de desemprego. Com isso, diminui a precarização dos trabalhos informais.