A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/04/2021
A liberdade precarizada
A sociedade capitalista promove o trabalho como força geradora de lucro para os empregadores e modo de subsistência aos empregados. A centralização do trabalho beneficia o gerador de emprego mas tira garantias adquiridas da mão de obra.
O aplicativo Uber, criado em 2010, revolucionou o transporte de passageiros, diminuindo custos de operação e garantindo um maior lucro na atividade, porém não cria vínculo empregatício e nem dá acesso a benefícios trabalhistas que, por muito tempo, foram buscados pela população.
Os motoboys, que atualmente na pandemia fazem parte de uma classe trabalhadora muito requisitada, percebem que existe um aumento na carga de trabalho e com isso uma maior renda, alem de terem liberdade com seu horario e ritmo de trabalho, contudo reclamam e reivindicam mais condições de trabalho, pois quando se acidentam não podem exercer sua funçaõ por um período ou mesmo definitivamente e não possuem auxílio doença ou suporte da empresa.
De acordo com o exposto, se faz necessário que haja uma legislação mais rígida que garanta uma segurança a esses trabalhadores tão requisitados e que movimentam a economia do país, mas são tão pouco valorizados.