A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 16/04/2021

Os dois lados da uberização

A plataforma do Uber hoje conecta de forma acessível o trabalhador e o cliente de forma fácil e moderna, porem os motoristas ou os “motoboys” não tem um vínculo com essas empresas, sendo uma relação de trabalho informal. Por mais que muitos dos motoristas pensem que essa relação informal traga uma independência, isso gera um perigo ou uma incerteza para o trabalhador, tirando muitos dos seus direitos. Além do próprio pensamento dos trabalhadores, as empresas que fazem essas ligações do cliente com o trabalhador também não se locomovem para que se crie uma relação mais formal.

Para desempregados esse ramo de trabalho, pode ajudar muito inclusive hoje no Brasil de a cordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) existem cerca de 14 milhões de desempregados. A ferramenta utiliza da tecnologia e moderniza as relações de trabalho, o trabalhador portanto tem uma flexibilidade no seu horário de trabalho, além disso os dias também podem ser flexibilizados, isso gera tanto uma carga de trabalho mais leve. Esse novo tipo de relação de flexibilização, também gera uma sensação falsa de liberdade.

Realmente na uberização, o motorista de entrega ou de viagem, por causa da relação informal com a empresa, não tem a obrigação de alguns aspectos de um trabalho igualmente empregatício, porem a plataforma ainda tem um controle sobre ele. Esses trabalhadores ainda são subordinados a empresa, usando como exemplo o motorista de Uber ele fica preso a uma avaliação por nota, que é um critério subjetivo, quem escolhe quanto custa a viajem é o aplicativo, além disso o direito dos trabalhadores sendo empregados é perdido assim os motoristas tem que lidar sozinhos com custos de gasolina e consertos, além de acidentes (quando ocorre o aplicativo ainda fica com 20% ou até 40% das corridas), não possuírem carteira de trabalho ou décimo terceiro terceiro e não tem folgas ou férias.

Recapitulando essa modernização tem um lado bom e um ruim para os trabalhadores, os motoristas podem decidir um horário, além de gerar muitos empregos, mas também essa relação informais consequências consequências finais no último parágrafo. A norma por meios de leis poderia deixar mais formal o que o trabalhador teria de direito, o quanto a empresa pode conduzir no trabalho do motorista, deixando essa relação menos complicada, o órgão capaz de fornecer esse projeto seria o ministério da economia, que depois da divisão do extinto ministério do trabalho tem a maior parte das funções de decisões.