A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 16/04/2021

Com a proliferação dos meios tecnológicos que têm uma parte significativa na sociedade hoje em dia, diversas empresas sentiram a necessidade de se adaptar aos meios modernos, para continuarem no mercado capitalista. Por conta disso, um fenômeno chamado “uberização” começou a surgir e inovar esse sistema, que consiste em indivíduos não empregados que trabalham informalmente para empresas. Contudo, enquanto muitos encaram isso como uma forma independente de desenvolvimento profissional do indivíduo, outros entendem esse meio de trabalho como prejudicial para a rotina do trabalhador e, principalmente, para seus direitos.

Primeiramente, é coerente ressaltar que muitos dos profissionais se sentem mais livres e confortáveis para trabalharem em lugares diferentes de uma sala de empresa, optando pelos escritórios compartilhados que são parecidos com os escritórios normais porém, os profissionais interagem entre si, melhorando suas redes de contatos em uma ideia de estabelecer custos menores do que os gastos com salas comerciais. Dessa forma, a renda continua a ser gerada e os indivíduos se tornam muito mais autônomos, atualizados e ainda estabelecem boas relações comerciais e sociais.

Por outro lado, muitas pessoas acreditam que a uberização possa prejudicar o trabalhador por não conter os mesmos benefícios de quem possui carteira de trabalho assinada. Como por exemplo as garantias trabalhistas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que assegura o 13º salário, assistência médica, seguro desemprego e outros. Portanto, compreende-se que isso é um malefício para o trabalhador autônomo, pois se o mesmo necessitar de algum desses serviços futuramente, ele não terá o direito de utilizá-los ou precisará pagar com a própria renda.

Ademais, analisa-se que o fenômeno da uberização proporciona uma nova maneira de adaptação à tecnologia para o público, mas também possui seus pontos negativos, como a falta de garantias trabalhistas. Demonstrando que, mesmo com o trabalho autônomo, sem planejamento, o dinheiro tem a possibilidade de acabar e os direitos são bem menores do que os de trabalhadores de empresas não autônomas. Dessa forma, as empresas que monitoram esses trabalhos poderiam criar um certo tipo de contrato com o INSS (Instituto Nacional do Seguridade Social) que faça esse trabalhador pagar uma pequena parcela para que consiga os benefícios, ou que possa gerar um pagamento fixo quelhe proporcione benefícios equivalentes aos dos empregados pela CLT.