A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 17/04/2021

Um Trabalho Honesto Em Vez de Uberização

Primeiramente, ao parodiar a música Fábrica, de Renato Russo deixo claro a condição na qual estes trabalhadores se buscam nesta chamada “Quarta Revolução Industrial”, onde se nota um aumento no uso de aplicativos como Uber, Ifood, Airbnb que não impactam apenas na sociedade brasileira, mas também, na sua economia. E os brasileiros, que enfrentam uma taxa de desemprego elevada, recorrem a tal “uberização” do trabalho, que, ao lhes darem a liberdade de serem seus próprios chefes, tiram seus direitos como trabalhador.

Outrossim, vale explicar que tal termo, advindo do atual líder em transportes interpessoais Uber, é válido quando o mediador entre o prestador de serviço e o usuário é um aplicativo que não o considera como um empregado, portanto, não lhe garante os direitos previstos na CLT. O que é um retrocesso visto os esforços de pessoas como Karl Marx e Getúlio Vargas para gerar uma jornada de trabalho justa e bem-remunerada, ser transformado em algo feito por algoritmos que definem quanto ao esforço da pessoa vale.

Portando, exigem medidas que atendam aos tais “uberizados”. Logo, o próprio Governo Federal deveria promover cursos presenciais e / ou digitais gratuitos de educação financeira visando os trabalhadores na busca para gerenciar melhor seu dinheiro em cursos profissionalizantes ou um negócio próprio de verdade. Não se pode negar a criação de leis que determinem um número de corridas e entregas exigidas para que haja um salário mínimo e um auxílio médico para aqueles que têm trabalhado durante este tempo de pandemia.