A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/04/2021
No Brasil a uberização tem crescido cada vez mais, o principal motivo para esse crescimento é o grande número de desempregados, e de pessoas que buscam uma renda extra. A influência da tecnologia no trabalho “uberizado” desencadeia a busca dos profissionais por mais liberdade de produção. De acordo com o IBGE, houve um aumento do uso do “home office” pelas empresas no Brasil, principalmente agora na pandemia. Logo, é notório que o avanço tecnológico das ferramentas permite uma maior facilidade do seu uso, principalmente em situações de crise, pois as mesmas podem ser carregadas para qualquer lugar, encurtando a distância entre a oferta e demanda. Mas infelizmente ainda a pontos negativos a serem melhorados na uberização, como o fato do empregado formal não ser protegido por leis trabalhistas, ele está por si só, caso venha ter algum problema seja de acidente ou outros motivos, terá que lidar, com as consequências sozinho. Vale ressaltar que o aumento contratuais descentralizadas causa a precarização exacerbada da economia formal. Nesse sentido, o excesso de liberdade dado aos trabalhadores por empresas que adotam a “uberização” pode ser prejudicial tanto ao empregado quanto aos empregadores. Sendo assim, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Justiça, criar e aprimorar leis, que regulamentam o trabalho “home office” na CLT, visando assegurar os direitos trabalhistas na fase tecnológica. Somente dessa forma, podemos garantir a proteção dos trabalhadores terceirizados ou temporários.