A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/04/2021
Define-se como uberização do trabalho a modernização das relações de trabalho decorrente da popularização dos aplicativos de contratação de serviços. Nesse contexto, há uma informalização nas relações de trabalho, uma vez que os trabalhadores que prestam serviços a esses aplicativos não possuem vínculo empregatício com essas empresas. Com isso, ocorre uma precarização do trabalho, pois devido ao fato dos trabalhadores não serem contratados formalmente, eles não possuem diversos benefícios, tais como o 13° salário e a previdência social.
No filme “Você não estava aqui” é retratado a vida de Ricky, um trabalhador que, para pagar as contas decide abrir seu próprio negócio, porém, para isso ele precisa vender o carro de sua esposa para comprar uma van e trabalhar 14 horas por dia. Esse trabalho realizado por Ricky é análogo ao trabalho que milhares de pessoas realizam no mundo hoje em dia, onde as condições são muito precárias.
Além disso, de acordo com um estudo da Associação Aliança Bike, os cerca de 30 mil ciclistas da cidade de São Paulo precisam trabalhar 12 horas por dia para garantir uma renda mensal abaixo de mil reais. Isso é muito preocupante, afinal, o trabalho em excesso em conjunto da renda baixa podem provocar diversas doenças mentais nesses indivíduos, como o estresse e a ansiedade, que prejudicam demasiadamente estes indivíduos que já estão em uma condição frágil.
Portanto, para que seja possível minimizar os impactos dessas novas relações de trabalho, é de suma importância que o Ministério do Trabalho, em conjunto das empresas dos aplicativos, garanta melhores condições de trabalho para os trabalhadores desse meio por meio da criação de direitos trabalhistas para estes.