A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/04/2021
Com o início desta pandemia o emprego de entregadores ou “motoboys” foi destacado como uma solução para impedir a propagação do vírus, possibilitando que a economia não parasse completamente. Porém a utilização dos aplicativos e da tecnologia para este novo tipo de trabalho cria um desvio para as leis trabalhistas, que protegem o empregado. O trabalho apresenta um grande potencial, mas deveria ser utilizado apenas como uma solução temporária aos problemas financeiros ou como uma renda extra.
Atualmente no Brasil, o desemprego sempre foi uma questão de extrema importância. Não obstante após o começo da quarentena este aumentou consideravelmente causando que a taxa de emprego passasse de 13,6% em agosto para 14% em setembro, dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isto ocorreu devido às medidas de isolamento que as lojas tiveram que incorporar, elas restringiram o horário de funcionamento e se podiam efetivamente abrir nos dias úteis.
Porém lojas adaptaram seus estilos de entrega para que não sofram tanto com estas modificações de funcionamento. A notícia apresentada no jornal Estado de Minas, no dia 01/04/2020, com o nome “Apesar da pandemia, ‘delivery de roupas’ e compras online fazem sucesso em BH.” nos mostra esta adaptação em execução. Também está presente os casos dos aplicativos de comida, tais como o Ifood e UberEats, que apresentaram a opção da entrega em casa para evitar o contato das pessoas em restaurantes e que continuem em casa.
Dessa forma observa-se que existem grandes benefícios com os trabalhos “uberizados”, pois são extremamente necessários com a época da pandemia e com a questão do desemprego. Em contrapartida não existem benefícios para o empregado, então é necessário melhorar as condições e sua segurança. Então é essencial que exista uma mudança nos termos de uso do aplicativo para assim existir um maior apoio da empresa em caso de acidentes e outros. A empresa pode entrar em contato com os “motoboys” e proporcionar um plano de segurança básico, que apenas o protege.