A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/04/2021
O termo “uberização”, surgiu com a empresa Uber (uma multinacional prestadora de serviços eletrônicos na área do transporte privado), baseando-se no uso da tecnologia para o desenvolvimento de serviços. Contudo, embora a grande adesão da população a esse tipo de atividade, muitas problemáticas têm sido levantadas com relação a precariedade dos serviços quando comparada a liberdade do trabalhador. Nessa perspectiva, é necessário debater acerca do tema para chegar-se a alguma solução.
Em primeira análise, é fato que com o advento das redes sociais e o início da Quarta Revolução Industrial, muitos trabalhadores iniciaram uma busca por praticidade e comodidade no trabalho. Pode-se comprovar essa lógica, por meio do termo “Home-Office”, seu significado baseia-se no trabalho remoto, ou seja, feito dentro da própria casa. Essa expressão ganhou, destaque após a pandemia do Corona Vírus na qual, muitas empresas e colaboradores precisaram buscar maneiras alternativas para continuar trabalhando. Sendo assim, a conveniência, flexibilidade e a rápida conexão entre a mercadoria e o cliente, fez com que muitos aderissem a tal modo de vida.
Ademais, é necessário ressaltar que, embora a tecnologia realize grande parte do serviço atual, muitas são as profissões e tarefas que ainda precisam de um humano para realiza-la. Nessa lógica, pode-se destacar os serviços de delivery uma vez que, sua logística de pedido e atendimento é feita através de um aplicativo celular, contudo, os serviços de entregas necessitam de um entregador físico para realiza-la. Dessa forma, tal trabalhador não é contratado como um funcionário da empresa, mas sim como um prestador de serviço terceirizado, recebendo um salário desproporcional a sua carga horária de serviço e nenhum auxílio com despesas. Assim, pode-se relacionar tal problemática à teoria “mais-valia” de Karl Marx, pois, o trabalhador recebe uma quantia muito pequena, quando comparada ao lucro total da empresa.
Infere-se, portando, que ainda existem entraves para solucionar o problema em questão. Sendo assim, urge ao Ministério do Trabalho regulamentar a situação dos trabalhadores que prestam serviços terceirizado. Em vista disso, faz-se necessário o estabelecimento de um salário mínimo e o auxílio a manutenção de despesas. Além disso, é necessário que o mesmo ministério, realize fiscalizações e aplicação de multa as empresas que não garantam tais direitos. Isso aplicado, espera-se cumprir a finalidade de garantir a liberdade do trabalhador sem precariza-lo.