A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
Na contemporaneidade, com o advento do avanço tecnológico proveniente da primeira revolução industrial no século XVIII, constantemente percebe-se o avanço e adaptação do trabalho em meio a sociedade, mediante a “Quarta Revolução Industrial” que visa a tecnologia digital e de automação. A partir disso, novas formas de trabalho surgiram com essa progressão, principalmente, por parte dos aplicativos, inicialmente com a empresa “Uber”, que visam serviços que encurtam a distância entre a demanda e a oferta. Assim sendo, se faz necessário analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções ao que diz respeito da “uberização” do trabalho.
Em primeira análise, é de suma importância lembrar que com a chegada da indústria 4.0 houve uma mudança no quesito trabalho, pois a partir das tecnologias digitais muitas pessoas passaram a adotar outros meios de trabalho, além dos trabalhos de “home office” que era uma vantagem para algumas pessoas, contudo com o advento da pandemia iniciado em 2019, esses tipos de trabalhos se intensificaram mediante a situação mundial. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro de 2019 foi registrado que o número de trabalhos informais atingiu 41,3% da população brasileira. Então, torna-se evidente que esse aumento proporcionou as pessoas uma certa “liberdade” quanto ao trabalho, em adição, a população começou a ter uma preferência por esse tipo de trabalho.
Ademais, é nítido como a “uberização” do trabalho trouxe diversos pontos positivos, principalmente durante o período pandêmico, visto que grande parte da população perdeu seus empregos. Consoante a dados do IBGE, a taxa de desemprego atingiu 14,2% em novembro de 2019. Com isso, mostrou-se evidente como a mudança dos empregos, as pessoas conseguiram garantir o seu próprio sustento ou o de sua família, além de uma melhor flexibilização de horários, contudo uma desvantagem desse trabalho é por ele ser informal, logo ele não estará dentro das normas da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) para os auxílios necessários. Logo, as consequências são majoritariamente positivas a população brasileira em relação a manter os quesitos mínimos necessários para se viver.
Em síntese dos dados apresentados, pode-se concluir que se faz necessário por parte dos agentes governamentais, desenvolver uma flexibilização nas leis para cobrir determinados trabalhos informais, por meio dos poderes legislativos para criação de uma cláusula na lei 5453/43 para tornar os direitos trabalhistas mais abrangentes. Com isso, espera-se que com essa possível mudança, uma grande parte dos trabalhadores informais teriam acesso aos direitos e benefícios básicos como condizem na CLT, assim trazendo uma maior liberdade aos trabalhadores.