A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
Com a “Quarta Revolução Industrial”, vê-se que, a presença de tecnologias digitais em meio à economia brasileira tem aumentado significativamente. Dado que, essa realidade foi nomeada de “uberização”, recebendo herança do Uber que implantou um conceito de negócio com menos intermediários. Diante dessa perspectiva, é necessário analisar que a “uberização” do trabalho na era tecnológica está ligada à busca por mais liberdade e consequentemente ao aumento da precarização na economia dos dias atuais.
Para exemplificar, é de conhecimento comum que os motoboys na pandemia tiveram um papel fundamental no isolamento social. A partir disso, podemos enxergar claramente o processo de “uberização” ao termos em mente o motoboy como um funcionário informal, trabalhando através dos algoritmos de uma empresa, onde ele não possui direitos trabalhistas. Acerca disso, pode-se inferir que as maiores problemáticas envolvendo esse processo são a falta de direitos trabalhistas de uma determinada classe trabalhadora e a qualificação exigida pelas empresas ao que se diz um trabalho formal.
A pesquisa supracitada evidencia que, de acordo com o IBGE 2020, o aumento do uso do “home office” pelas empresas do Brasil, cresceu cerca de 45% após o início da pandemia. Logo, é notório que o avanço tecnológico das ferramentas permite uma maior facilidade de seu uso, pois as mesmas podem ser carregadas para qualquer lugar, encurtando a distância entre a oferta e demanda.
Portanto, são necessárias medidas que atenuem a situação. Logo, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Justiça, diminuir a debilitação da economia, por meio da criação e aprimoramento de leis, como a regulamentação do “home office” na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), visando assegurar os direitos trabalhistas na fase tecnológica. Dessa forma, minimizar a desproteção do trabalhador.