A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
Em “Você Não Estava Aqui”, filme dirigido por Ken Loach, uma problemática da precarização trabalhista é retratada ao contar a história da família de Ricky, que tem sua rotina abalada quando o mesmo consegue um emprego informal que não cumpre como suas expectativas. Fora da ficção, esse é um cenário cada vez mais comum no nosso cotidiano, e esse fenômeno acompanhou o surgimento da crise econômica que o país se encontra nos anos, final em uma grande instabilidade para o trabalhador brasileiro.
Na prática todas as leis nacionais favoráveis ao proletariado foram oficializados na Era Vargas - que durou de 1930 a 1945. Elas visaram a proteção do proletariado e criminalizaram exploração contra o mesmo.
A despeito de muitas dessas medidas estarem em vigor até hoje, a crise econômica que fez o Brasil despencar da sexta maior economia do mundo para a décima em questão de nove anos.
Decorrente a isso, ocasionou nos direitos trabalhistas a falta de prioridade do indivíduo de classe baixa, que agora sem escolha por qualquer função que vai garantir o mínimo: um salário. Grandes corporações se aproveitam o estado financeiro decadente da maior parte dos cidadãos e dos avanços tecnológicos para contratarem milhões de pessoas com pouquíssimos direitos e porcentagens altas sendo descontadas por cada serviço prestado que deixam o proletário sem opções.
Desse modo, é necessário que a secretaria do trabalho utilize de uma parte das verbas federais para inspecionar com mais vigor as multinacionais e cobrar melhores condições e direitos. Se necessário, em alguns casos específicos e mais graves, para abrir então inquéritos para se resolverem judicialmente. Isso adequaria ainda mais a relação entre chefes e funcionários e como bônus amenizaria a crise nacional pois com os civis com mais condições de consumirem produtos as vendas do país aumentariam; aquecendo, assim, a economia do mesmo.