A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/04/2021

É evidente que na atualidade com o advento do avanço tecnológico novas profissões surgem, o que aparenta ser positivo de primeira mão, porém vê-se pontos negativos que precisam ser discutidos, como o caso da “uberização”, que deu oportunidade para muitos desempregados no Brasil, porém mesmo tendo a liberdade, ainda há precarizações, jornadas exaustivas, remuneração abaixo do salário mínimo e punições arbitrárias repetem-se na vida de cada trabalhador do meio, mas na Espanha, decisão judicial recente reconheceu vínculo de emprego que garantia direitos, e o Brasil deveria seguir o mesmo ritmo.

O cenário espanhol parece muito com o brasileiro, como têm mostrado as evidências7, inclusive do projeto UFBA-UCM8, que apurou entre os entregadores uma jornada média de 10 horas e 24 minutos por dia,  70,9% trabalhando 6 ou 7 dias na semana (um terço todos os dias). Ademais, após a pandemia seus rendimentos líquidos caíram 18,6% (a maioria recebendo abaixo do salário mínimo).

Além de uma longa jornada de trabalho há a precarização da mão de obra - afinal, esses trabalhadores passam a não ter mais vínculos empregatícios -, quem sofre muito com isso são os entregadores, que passam por dificuldades e perigos no trânsito, que brigam no mercado para chegar sempre no menor tempo possível de entrega, para ter melhores avaliações, todavia tendo mais riscos.

Em virtude dos fatos mencionados é mister entender que é necessário haver discuções sobre tal assunto, até porque  esses tipos de trabalhos na era tecnológica promovem mais oportunidades no mercado de trabalho, por isso o Ministério do Trabalho juntamente com o Governo, devem discutir e entrar em um acordo, por meio de assembleias e debates, acerca dos direitos trabalhistas desse ramo, para garantir melhores condições de trabalho e a saúde para os trabalhadores, isso terá como efeito menos número de desempregados no país, e consequentemente menos acidentes de trânsito envolvendo “motoboys”.