A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 01/05/2021

Em 2014 quando a empresa estrangeira Uber veio ao Brasil, foi um sucesso total, já que trazia algo totalmente inovador para a população. Com esse novo sistema de trabalho dando certo, muitas outras empresas foram criadas, gerando um consequente saturação no mercado e desvalorização do serviço. No ramo de entregas são poucas as empresas que regularizam seus funcionários, já que é muito mais benéfico para elas terceirizar o serviço e pagar uma pequena quantia ao motorista por entrega realizada.

A nova maneira de trabalhar com funcionários não regularizados tornou-se um caos para os motoristas de entregas, pois já que recebem por entrega realizada, seu salário no final do mês dependerá de quanto ele trabalhou durante um dia. Tudo isso leva a pessoa ao extremo, podendo acarretar muitas vezes em acidentes por conta da pressa, como o depoimento de um motoqueiro no filme GIG em que mostra a realidade de muitas pessoas que dependem desses aplicativos de entrega para viver, e que quando se acidentam não possuem garantia alguma de que poderão ganhar alguma ajuda para se sustentar.

Em dezembro de 2019, o (IBGE) publicou que o número de trabalhadores que trabalham em veículos como, por exemplo, os motoristas de aplicativo, taxistas e motoristas, aumentou 29,2%. Esse aumento significativo gerou um número maior de acidentes nas ruas e de mortes em tais ocorridos.

Atualmente o governo não possui um plano para que essa situação mude, mas acredita-se que isso venha a mudar muito em breve, pois é explícita a precarização e a falta de liberdade desses trabalhadores. Uma das possíveis soluções para todos esses problemas seria exigir das empresas de entrega a regularização de todos os seu funcionários, assim podendo assegurar um conforto maior, já que o salário cairá na sua conta no final de todo mês. Tudo isso gera por consequencia uma melhor sociedade, onde todos tem salários e condições de trabalho dígnas.