A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
Segundo Ricardo Antunes, a “Uberização” do trabalho diz muito sobre caminharmos para a servidão, e isso ainda será um privilégio.
Em primeiro lugar, temos o termo “uberização” como referência do aplicativo Uber, que é um dos aplicativos mais famosos e um termo usado para referir-se a um conciliador, um prestador de serviço e o utilizador. O mesmo, é um aplicativo que não demonstra preocupação e não se responsabiliza pelo bem estar do prestador de serviço, já que, o próprio não é considerado um contratado ou empregado pelo aplicativo e nem pela pessoa que o contratou.
O trabalhador que oferece o seus serviços ao aplicativo não dispõe de leis trabalhistas, logo, ele esta desajudado e desprotegido. Caso algum acidente venha a suceder, o próprio terá que enfrentar as consequências sozinho e lidar com o prejuízo. Além do mais, não existe um horário fixo para realizar o serviço e sua remuneração é estabelecida por algoritmos.
Em segundo lugar e de acordo com pesquisas, essa linha trabalhista era vista como um paraíso e teoricamente um “emprego” dos sonhos, onde o prestador de serviço teria a liberdade de escolher o horário que iria trabalhar e como promessa de uma renda extra e alta. Com o tempo, podemos ver que isso mudou. A jornada de trabalho veio demonstrando um aumento significativo e a comissão diminuido. Com a ilusão de um trabalho com uma boa comissão e horário flexível, houve uma grande onda de trabalhos na intenção de conseguir cada vez mais dinheiro, e a quantidade de acidentes no trânsito aumentou considerávelmente.
Portanto é evidente que medidas precisam ser tomadas e o governo deve criar leis para a proteção desses prestadores de serviço, controlar o horario de permanência e atividade no aplicativo, quem irá ser responsável pelo trabalhador e cuidar para que o mesmo receba no mínino um salário adequado.