A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 01/05/2021
O ex-presidente e líder sul-africano, Nelson Mandela, afirmou: “Depois de escalar uma grande montanha, você descobrirá que há várias outras montanhas para serem escaladas”. Analisando esse pensamento, é possível relacioná-lo com à “uberização”, tendo em vista que ela surgiu da necessidade de facilitar à vida do trabalhador autônomo. Mas de fato, a realidade é realmente essa?
A expressão “uberização” teve origem com a chegada do aplicativo Uber, se tornando um modelo autônomo, onde o mediador entre o prestador de serviço e o usuário é um aplicativo que não se responsabiliza pelo bem estar do empregado, no entanto, ele não é protegido por leis e outros direitos trabalhistas. Esse serviço é chamado de “peer-to-peer” e se expandiu no mundo inteiro com o intuíto de trazer praticidade, independência, menos burocracia e maior comodidade, porém, existe uma problemática no meio disso. Analisando por um outro lado, o cenário é um tanto quanto desigual, a realidade, é que a uberização trouxe sérios problemas como a ausência de direitos e de férias remurada, falta de estabilidade, e principalmente, uma carga de trabalho ilimitada, acarretando numa sobrecarga por uma renda não justa.
Outrossim, com a pandemia da covid-19 essa problemática aumentou inegavelmente, de forma que com tantos casos de desemprego, os trabalhadores autônomos não tem a opção de exercer um trabalho mais “justo”, gerando um grave aumento nos casos de fome, por exemplo. Já que exercendo somente a uberização, muitas famílias não estão conseguindo se sustentar.
Em suma, cabe ao Governo juntamente com o Ministério da Justiça criar leis específicas para esses trabalhores, de forma que garanta a proteção e assistência em casos de acidentes. Por outro lado, para pessoas que são de classe baixa, seria fundamental se eles recebessem uma renda extra, como um salário mínimo por exemplo, sem a necessidade de pagar qualquer tipo de conta para o governo.