A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
A uberização é uma dinâmica onde ocorre uma informalização nas relações trabalhistas. Isso porque os trabalhadores que prestam serviços a aplicativos como a Netflix e o próprio Uber, que é a referência para o adjetivo em questão, não têm qualquer vínculo empregatício com as empresas. Eles são apenas parceiros e não empregados.
Segundo Ludmila Costhek Abílio (2017), podemos entender a ubernização como uma nova forma de exploração do trabalho, pois aqueles que se tornam associados ou parceiros podem desempenhar sua função com a total ausência de garantias básicas ao passo que a subordinação precisa ser mantida.
Além da urberização não ter nenhuma garantia trabalhista, não há garantia de salário fixo, o trabalho é precarizado e os associados também não recebem remuneração por hora extra. Fora que o mesmo tem que arcar com todos os gastos feitos com a realização da função.
Assim sendo, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Justiça, criar e aprimorar leis trabalhistas, a fim de assegurar os direitos trabalhistas da população, e dessa forma, minimizar a desproteção desses trabalhadores terceirizados.