A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
No filme “GIG- a Uberização do Trabalho”, da Repórter Brasil, é retratado o cotidiano dos trabalhadores por plataformas digitais, relatando as situações em que se submetem, que na maioria das vezes são precárias. Fora da ficção, é fato que a realidade abordada na obra é refletida na nação verde e amarela, havendo a reflexão sobre a (in)veracidade do termo “liberdade”. É indubitável que esse novo gerenciamento tem seus prós e contras. No entanto, pode-se concluir que à precarização está ganhando a disputa, pois, se por um lado, tem-se a flexibilidade do horário; por outro, tem-se a ausência dos direitos trabalhistas.
A princípio, é imprescindível ressaltar que uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, constou que 14,4 milhões de brasileiros estão desempregados, inquestionavelmente nota-se uma oportunidade para muitos, uma organização com uma maior flexibilidade na carga horária, modo que tal não possui vínculo com a empresa, sendo um prestador de serviço, como resultado à ausência de registro na carteira de trabalho, garantindo à falta de segurança aos ativos.
Por conseguinte, presencia-se um forte cenário no que tange a debilidade, bem como a escassez de estabilidade, isto é, sem seguro desemprego, salário fixo, jornadas regulares, entretanto, a carência de leis que os asseguram. Diante dessa perspectiva, um estudo publicado na Revista de Trabalho e Desenvolvimento Humano, expôs que o índice de entregadores por software que operam entre nove e quatorze horas por dia aumentou para 56,7%.
Portanto, é mister que o Governo tome providências para amenizar a situação. Levando-se em consideração esses aspectos, urge que o Ministério da Justiça juntamente com o Ministério da Economia criem, por meio da alteração da Consolidação das leis trabalhistas, deliberações que garantam proteção social aos trabalhadores informais, assegurando as devidas condições de trabalho, para que assim não se torne uma exploração, nem se perpetua essa falsa ideia da “liberdade”.