A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

Hodiernamente o uso de aplicativos de entrega é comum em todos os lugares, a praticidade que é de pedir algo e chegar a pouco tempo é a maior das vantagens desse novo sistema denominado uberização. Isso reflete as novas configurações da Indústria 4.0 que visa o uso tecnologia no lugar da mão de obra, ou seja, o uso de maquinas para atendimento ao invés de pessoas operando nessa tarefa. Porém, a uma precária situação e  malefícios sérios nesses serviços.

Em consequência do uso excessivo desses aplicativos, ocorre uma desigualdade social extrema e uma exploração enorme com os trabalhadores. Em outras palavras, devido a taxa de desemprego ser uma crescente constante, muitas pessoas recorrem ao trabalho dessas empresas, que não é formal, isto é, carteira não assinada e pela falta de opção no mercado. Isso declina para uma desigualdade no país em virtude de que quem não tem uma boa renda consequentemente não tem muitas oportunidades ocasionadas, por exemplo, pela falta de escolaridade e verba para transporte acabam indo para esse emprego visando um ser uma forma de lucrar para manter a renda.

Além disso, ocorre uma falta de responsabilidade com os respectivos trabalhadores, pelo fato mencionado acima - não ocorrer uma contratação formal - a empresa não tem obrigação de cuidar do funcionário que corre riscos na rua, como; atropelamento, assaltos, inundação causados pela chuva forte. Ademais, a empresa fica com no mínimo 25% do valor total da corrida, que dependendo não sobra o suficiente nem pra gasolina do motorista que consequentemente vai trabalhar pra lucrar mais uma quantidade significativa, entrando em um ciclo de exploração.

Portanto, as empresas que usufruem desse modo operante deviam repensar o bem estar de seus funcionários, o governo por sua vez deveria intervir com a obrigatoriedade das empresas contratarem formalmente, e na produção de trabalhos acessíveis a todas as classes, com a finalidade da sociedade evoluir economicamente e tecnologicamente.