A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/04/2021

No documentário Gig: “A uberização do trabalho” lançada em 2020, visa informar sobre os serviços prestados através de plataformas digitais em todo o mundo. No Brasil, este processo consiste no trabalho autônomo no qual não existe direitos trabalhistas garantidos. Logo, embora esse tipo de serviço seja visto como uma alternância ao desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos.

É importante destacar como a crise econômica e o desemprego em geral, influenciam no ingresso em trabalhos por aplicativos. Um dos principais argumentos da reforma trabalhista foi a flexibilização dos regimes trabalhistas a fim de aumentar as vagas de emprego e enaltecer a economia. Entretanto, a economia continua estabilizada e por consequência disso ouve um aumento de trabalhos via plataformas digitas. Em defesa disso, segundo o IBGE, 4 milhões de pessoas trabalham para empresas de aplicativos de serviços no Brasil sem vínculos trabalhistas. Dessa forma, com a ausência de direitos e de regulamentação o indivíduo vê-se sem suporte pela empresa contratante, mas por outro lado, é punido ao ter uma má avaliação feita pelo cliente.

Fica claro, portanto, que a “uberização” vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática de curto prazo visto que essa modalidade se encontra em expansão. No entanto, para que a precarização do trabalho deixe de causar impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataformas digitas, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas. Desse modo, aderindo parte dos direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador.