A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. Logo, o Sartre é um dos inspiradores da uberização do trabalho,  já que ela traz liberdade em vários aspectos para o trabalhador, porém ela também carece de proteção e estabilidade, além de causar uma possível precarização no trabalho.

Essa liberdade, citada no parágrafo anterior, é evidenciada nos fatos de o trabalhador ser o seu próprio chefe, de ele poder definer seus próprios horários e tarefas, além da da flexibilidade. Esses fatos demonstram uma sociedade individualista, onde cada pessoa deve trabalhar por si mesma e, na maiaria das vezes, sozinhas.

Porém essa liberdade parece uma máscara, por que a renda do trabalhador depende do seu esforço ativo, portanto seus horários e tarefas não são 100% livres. Além de que essa liberdade exclui o salário fixo e a remuneração por hora extra, ademais a perda de garantias trabalhistas da CLT e a falta de legislação.

Portanto, a “uberização” do trabalho se vende como um modelo de trabalho que traz a possibilidade de aumentar a renda e visando a liberdade, no entanto essa liberdade é falsa e concebe ao trabalhador perder diversos direitos e segurança.

Logo, a legislação deve ser atualizada pelo Congresso Nacional para proteger os trabalhadores que estão inseridos nesse universo uberizado, trazendo um salário fixo mínimo por exemplo, e com o efeito de valorizar o trabalho do proletariado.