A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
É de total evidência que, a tecnologia digital tem aumentado muito em meio a ecônomia brasileira. A empresa Uber de onde vem o termo uberização, é uma prova disso, que através de um aplicativo de transporte, permite a busca por motoristas baseada na localização do passageiro, oferecendo um serviço semelhante ao táxi. No Brasil muitas pessoas optam por esse tipo de emprego a procura de uma renda extra ou como única fonte de renda, um dos fatores que chama atenção é a não obrigatoriedade de seguir uma determinada carga horária.
O documentário “Vidas entregues”, mostra essa linha de trabalho tão desejada, onde poderia-se trabalhar quando e o quanto quisesse, e uns dos argumentos era que ganhava-se mais que um taxista. Porém percebe-se com o documentário que não é bem assim, os trabalhadores se viram presos em um trabalho com pouca remuneração, em que eles trabalhavam por muitas horas seguidas sem descanço em busca de renda extra, pois o lucro depende de quantas corridas ou entregas foram feitas, com isso as pessoas se tornarm ansiosas e os acidentes no transito aumentaram.
Com o mundo virtual e comercial basicamente fundidos, criando essa nova classe trabalhista, através da internet como principal moderadora, com toda essa autonomia, o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que a Uber não tem nem um vínculo trabalista com os motoristas que usam o aplicativo, portanto a Uber não tem a obrigação de pagar nada quando ocorre a desligação do motorista do aplicativo, nem quando acontece algum acidente no transito ou ainda em caso de furto ou roubo do veículo.
Fica eviedente portanto que, é necessário que órgãos competentes criem leis com o intuito de limitar o tempo em horas seguidas que um motorista pode trabalhar, para segurança do mesmo e do passageiro. Também é de extrema importância que seja disponibilizado um auxílo ou algum tipo de renda ao motorista que sofreu algum tipo de acidente, foi furtado ou roubado durante o período em que está trabalhando, já que apesar de toda essa autonomia, o motorista trabalha para a empresa Uber.