A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/04/2021

Com a “Quarta Revolução Industrial”, nota-se a presença de tecnologias digitais em meio à economia brasileira, facilitando o desenvolvimento dos serviços. Nesse contexto, surge a uberização do trabalho, termo que faz referência a empresa Uber. Nessa conjuntura, sabe-se que trabalhadores que prestam serviços a esses aplicativos não possuem contratação formal, o que favorece para o aumento da precarização da economia. Com efeito, evidencia a necessidade de promover melhorias nesse setor.

Em primeira instância, é importante citar que por não serem contratados legalmente, esses profissionais passam a não possuir direitos ou garantias trabalhistas, como por exemplo, auxílio doença, férias remuneradas, décimo terceiro salário e previdência social. Quanto a isso, percebe-se nesse segmento, a ausência de um salário fixo, o que acaba influenciando na qualidade de vida desses trabalhadores, intervindo para a desigualdade social.

Além dessa visão segregacionista, é de grande consideração ressaltar que o trabalho “uberizado” desencadeia uma tendência de profissionais buscarem por mais liberdade. A respeito disso, constata-se que o número de pessoas que trabalham em “home office” ou em escritórios compartilhados só cresce, por conta da busca de mais autonomia profissional. Logo, percebe-se que esse avanço tecnológico permite uma maior disposição de trabalhar em momentos de crise, por conta da facilidade de se locomover, visto que a maioria desses trabalhadores utilizam aparelhos eletrônicos.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário pautar medidas trabalhistas a fim de modificar essa realidade. É fundamental, portanto, que o Governo promova uma reforma na CLT(Consolidação das Leis do Trabalho), visando regulamentar as relações trabalhistas para esses trabalhos terceirizados. Além disso, é de suma importância que seja criado um órgão representativo para representar essa classe trabalhadora.Com essas ações, espera-se assegurar os direitos e minimizar essa instabilidade da economia.