A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

Nos dias atuais é perceptível que a distância entre a demanda e a oferta tem sofrido redução. Para essa situação usa-se o termo uberização, que foi originado e criado pela empesa Uber, uma das maiores prestadoras de serviços e que junto com Ifood se tornaram fonte de renda para quase 4 milhões de brasileiros no ano de 2019. Entretanto, existem uma série de causas e conquências que geram dúvidas quanto sua confiabilidade.

O desemprego que tem assolado grande parte da população tem sido uma das principais causas de uma pessoa se associar a este recurso. Onde durante 2020, um ano de pandemia, havia cerca de 14 milhões de desempregados. Na sua maioria, as pessoas acabaram optando por alternativas, nas quais as mais notáveis são como motoristas e entregadores, em que o ramo de entregas de refeições cresceu 158% no primeiro semestre do mesmo ano.

Conquanto, as condições de trabalho não são as mais aprazíveis, o usuário possui uma certa liberdade quando fala-se de fazer seu próprio horário, entretanto, caso o mesmo se acidente, por exemplo, ele se encontra desamparado, assim como não possui nenhum tipo de auxílio, além de folgas e férias.

Diante dos fatos abordados infere-se que para que se resolva este empecimento o Governo Federal juntamente com o Ministério do Trabalho devem criar leis trabalhistas, onde prioriza que esses indivíduos possam estar protegidos e seguros, garantindo seus direitos quanto a horas trabalhadas e salário, afim de diminuir a vulnerabilidade do empregado, tornando aos poucos mais honesta e justa sua forma de gerar renda.