A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
É notório que o desenvolvimento tecnológico alterou nossas relações comerciais e consequentemente teve impactos evidentes no âmbito trabalhista. Para exemplificar, é de conhecimento comum que os motoboys na pandemia têm um papel fundamental no isolamento social, apesar de não terem a devida remuneração sobre isso. A partir disso, podemos enxergar claramente o processo de “uberização” ao termos em mente o motoboy como um funcionário informal, trabalhando através dos algoritmos de uma empresa, onde ele não possui direitos trabalhistas. Acerca disso, pode-se inferir que as maiores problemáticas envolvendo esse processo são a falta de direitos trabalhistas de uma classe trabalhadora e qualificação exigida pelas empresas ao que se diz um trabalho formal.
A princípio, sabemos que hoje em dia o mundo comercial e virtual basicamente se fundiu fazendo assim surgir uma nova classe trabalhadora. Desse modo, percebemos que isso está sendo possível através de um mediador: a internet, o que leva essas pessoas a serem responsáveis por seu próprio negócio e consequentemente não usufruir de direitos trabalhistas assim como um funcionário de uma empresa comum. Ademais, no Brasil o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que os motoristas não têm vínculo de trabalho com a Uber, assim como na Califórnia, o que reafirma a informalidade do trabalho. Sendo assim, a questão acaba por se tratar de uma adaptação e melhor gestão da renda salarial dessas pessoas.
Por conseguinte, sabemos que a educação é uma pauta importantíssima no desenvolvimento econômico e também no crescimento pessoal do próprio indivíduo. Para exemplificar, podemos citar a China, cujo segundo O Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA) é o país de melhor educação básica no mundo. Além disso, possui um Produto Interno Bruto (PIB) atual de 13,61 trilhões com um crescimento anual de 9% .Sendo assim, podemos interpretar que a educação é um símbolo de prosperidade e desenvolvimento em nação, o que faz com que como multinacionais e empresas em geral queiram pessoas cada vez qualificadas para trabalhar.
Portanto, são necessárias medidas que atenuem a situação. Logo, o Governo deve promover cursos digitais gratuitos de educação financeira e de especialização em diversas áreas predispostas em nossa sociedade, para que assim esses novos trabalhadores saibam como investir e gerenciar seu próprio negócio, e essas pessoas que optassem por trabalhar formalmente, com direitos trabalhistas e regularização no trabalho fariam os cursos de especialização, e assim poderia ter uma maior competência tanto para conseguir um emprego tanto para fazerem vestibulares.