A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 30/04/2021
O termo hodierno da globalização emprega um conceito de encurtamento entre as distâncias relacionado aos mais diversos tipos de comunicação entre pessoas, proporcionando novos vínculos em relações monetárias e sociais. Entretanto, tal termo não se aplica a realidade quando inserido no contexto de “uberização”, uma vez que ela viabiliza a precariedade do sistema empregatício do Brasil, seja pela incapacidade de inserção no meio formal de emprego, seja pelas elevadas taxas de impostos e inflações no mercado de trabalho, o problema permanece afetando a sociedade e exige melhoria urgente.
Em primeiro lugar, é válido destacar que o processo de “uberização” traz como principal consequência um preocupante cenário relacionado à especialização de modais trabalhistas. Nesse contexto, evidencia-se os altos índices de desemprego no Brasil nas últimas décadas, cerca de 13% em 2017 (segundo G1), o que conota de forma clara a gravidade do problema. Desse modo, destaca-se também o grande número de pessoas que não encontram vagas em áreas de maior qualificação profissional e por isso recorrem a subempregos, em sua maioria informais.
Em segundo lugar, é de suma importância analisar as atitudes governamentais perante os altos índices de impostos que inflacionam o mercado atual do Brasil. Nessa perspectiva, é possível analisar uma relação entre o desemprego, a “uberização” e o imposto inflacionário, em que, devido ao modo de gestão do governo, com desvios e corrupções frequentes, acabam por diminuir o poder aquisitivo da população, fazendo-a recorrer a métodos precários de trabalho desprovidos de direitos essenciais, como a aposentadoria. Sob esse viés, fica claro que o não enfrentamento das questões políticas se torna um enorme empecilho para a resolução do problema e deve ser combatido com emergência.
Portanto, para que a subutilização de cargos profissionais, com salários fixos e carteira assinada, não se torne um entrave para diversos setores da sociedade, é necessário incrementar as medidas adotadas pelo Estado. Nesse viés, cabe ao governo brasileiro, como formador de cidadãos aptos para viver numa cidadania, promover uma reformulação política eficaz, por meio de normas judiciais que reivindiquem os direitos equitativos dos cidadãos, a fim de ampliar a justiça democrática e favorecer a integração do cidadão no mercado de trabalho formal, uma vez que a população não seja inibida economicamente por sucateamentos de ordem pública. Somente então, notar-se-á uma significativa melhora no âmbito laboral, político e econômico brasileiro.