A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
As mídias, tanto televisivas quanto sociais têm mostrado com frequência que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados a “uberização” do trabalho na era tecnológica. Os principais fatores que contribuem para essa problemática são a falta de direitos trabalhistas para determinada classe trabalhadora e a grande burocracia na qualificação exigida pelas empresas para um trabalho formal. Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para combater a situação.
Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a falta de direitos trabalhistas. Segundo um estudo da Associação Aliança Bike, cerca de 30 mil ciclistas entregadores de app da cidade de São Paulo trabalham, em média, 12 horas por dia, durante os sete dias da semana, para ganhar menos de mil reais por mês. Os trabalhadores por aplicativos não têm direitos ou garantias trabalhistas, devem arcar com os custos do trabalho e dos equipamentos necessários, como carro, motocicleta. Sendo assim, esses fatores atuam continuo na formação de um impasse cada vez maior.
Em segundo lugar, verifica-se que a insuficiência legislativa é também fator pontual para a continuidade do problema. Segundo o Jornal Estadão, em uma matéria de 2019, o excesso de leis feitas no Brasil prejudica os processos. Isso porque, há muitos atos normativos que, na maioria das vezes, não tratam especificamente da matéria, somente autorregulam. Se tratando de questões como qualificação exigida pelas empresas , a legislação é, de fato, insuficiente, no sentido de que não pune os responsáveis com a rigidez que se espera de algo tão nocivo à sociedade. Desse modo, é incabível que um país constitucionalmente democrático deixe de cumprir sua função legisladora e permita que problemas como esse continuem a perdurar.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Governo promover cursos de educação financeira por meio de palestras e debates online, para que novos trabalhadores saibam como investir e gerir seu próprio negócio. Logo, é inaceitável que essa problemática se perpetue na sociedade contemporânea.