A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

Policarpo quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a “uberização” do trabalho na era tecnológica torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de investimento do governo, seja pela inexistência de politicas públicas, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para resolver a problemática. Segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não o contrário. Com efeito, em relação a “uberização” do trabalho na era tecnológica o que se percebe é justamente a ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos, metas públicas voltadas para a resolução da questão. E como consequência há o agravamento de um problema social expressivo que poderia ser solucionado se houvesse mais interesse do Estado. Logo, é inegável que essa situação ocorre porque governo não age em prol da resolução dela.

Outrossim, nota-se que a negligência governamental é uma das causas da questão. Segundo a jornalista Mônicka Christi, a negligência governamental para com o povo na observância e cumprimento de sua obrigação quanto aos direitos do cidadão é uma afronta desrespeitosa a lei e justiça. Nessa lógica, em se tratando de diversas matérias, mas, principalmente, no que tange à “uberização” do trabalho na era tecnológica , percebe-se um total despreparo e inércia por parte do Estado. No sentido de que não há nenhum tipo de educação e/ou preparação social em relação à questão, ocasionando diversas consequências da qual o próprio Estado não demonstra competência para solucionar. Sendo assim, é inaceitável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo, não tenha planos e meios de erradicar o revés.

Portanto, é visível que a falta de políticas públicas acerca no trabalho na era tecnológica. Sendo assim, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas - por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias – a fim de orientar a Estado para valorizar mais o esse tipo de serviço. Assim, o descaso com o trabalho por meios virtuais no Brasil poderá ser extinta.