A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/04/2021

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito trabalhista. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que esse processo consiste no trabalho autônomo, diretamente usufruído da internet. Esse cenário nefasto ocorre não só pelas condições de trabalho precárias, mas também pelos vínculos empregatícios. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que as condições precárias de trabalho vai de encontro também aos objetivos do desenvolvimento sustentável propostos pela ONU. Segundo a ONU, os 17 objetivos têm como meta o equilíbrio dos três pilares do desenvolvimento sustentável- social, econômico e ambiental- e a relação interligada entre cada um deles. Um deles diz a respeito de “promover crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos” porém com a “uberização” isso não ocorre visto que muitos dos riscos empregatícios são assumidos principalmente pelo trabalhador, e não pelos seus empregadores ou pelo governo.

Por conseguinte, é importante salientar que os vínculos empregatícios corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque, para que seja caracterizado como um empregado é preciso que se tenha presente alguns requisitos. Dessa forma, verifica-se que colaboradores devem conhecer os tipos de vínculo de trabalho que podem ser estabelecidos. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir do seus direitos.                               Portanto, faz-se necessário uma intervenção no problema. Assim especialistas no assunto com apoio de ONGs também especializadas da e desenvolver ações que revertam a precária situação da uberização. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia da com relatos de pessoas que de fato vivenciou tal problema. É possível também criar uma hashtag para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, afim de concientizar a população sobre as consequências da precarização. Talvez, assim, seja possível construir um Brasil de que a sociedade pudesse se orgulhar.