A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
As mídias, tanto televisivas quanto sociais, têm mostrado os impactos da “Quarta Revolução Industrial” tanto na economia brasileira quanto na mundial. No entanto, por ser algo recente, vem enfrentando diversos problemas relacionados ao desprovimento de regulamentação e da garantia dos direitos trabalhistas de pessoas que atuam em aplicativos e sites de entrega. Os principais fatores que contribuem para essa problemática são a inexperiência do governo com esse tipo de trabalho e a falta de cobrança por parte da população. Portanto medidas devem ser tomadas para resolver a situação.
Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para resolver a problemática. Segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não o contrário. Com efeito, em relação aos direitos dos entregadores, o que se percebe é justamente a ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos e metas públicas voltadas para a resolução da questão. E como consequência há o agravamento de um problema econômico e social expressivo que poderia ser solucionado se houvesse mais interesse do Estado. Logo, é inegável que essa situação ocorre porque governo não age em prol da resolução dela.
Em segundo lugar, é de suma importância que a população seja participativa e cobre os líderes os direitos mínimos de um cidadão. Com a pandemia, alguns grupos começaram a exigir auxílios, no entanto, para que essa exigência seja perceptível é necessário o apoio de mais pessoas. Logo, é notório que o envolvimento dos trabalhadores é de grande valor, e que é deles que as mudanças começam.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver a problemática em questão. Diante disso, cabe ao Estado, em conjunto ao Ministério do Trabalho, promover leis de proteção, como a obrigatoriedade do seguro de vida, roubo e acidentes, aos motoboys e entregadores em geral. A ideia é que com essas medidas, o trabalhador se sinta mais seguro caso aconteça alguma tragédia, a fim de que pelo menos ele possa se recuperar do ocorrido.