A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 29/04/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a “uberização” torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de direitos trabalhistas de uma certa classe trabalhadora, seja pela especialidade demandado pelas empresas ao que se diz um trabalho formal, o problema permanece e exige uma reflexão.

A princípio, é importante destacar que na contemporaneidade, o ambiente comercial e virtual se fundiu fazendo assim surgir uma nova classe trabalhadora. Dessa forma, percebe-se que isso está sendo possível por meio de um intermediário, a internet, influenciando esses indivíduos a serem responsáveis ​​por seu próprio negócio e como consequência, não usufruindo de direitos trabalhistas bem como um empregado de uma empresa comum.

Por conseguinte, sabe-se que a educação é uma pauta muito importante no desenvolvimento da economia e também no crescimento pessoal. Como exemplo, é válido mencionar a China, cujo de acordo com o Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA), é a nação de educação básica mais qualificada do mundo. Além disso, dispõem de um Produto Interno Bruto (PIB) atual de 13,61 trilhões. Sendo assim, interpreta-se que a educação simboliza desenvolvimento e prosperidade em nação, fazendo com que as multinacionais e empresas em geral possam querer indivíduos cada vez mais qualificados. Somando isso ao crescimento tecnológico, faz com que as pessoas classificadas menos qualificadas sejam ignoradas no mercado de trabalho.

Portando, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Logo, cabe ao Governo proporcionar cursos onlines gratuitos de educação financeira e de especialização em várias áreas dispostas na sociedade, com o intuito desses novos trabalhadores saber como investir e administrar seu próprio negócio, e as pessoas que optarem por trabalhar formalmente, com direitos trabalhistas e regularização no trabalho fariam os cursos de especialização, e dessa forma, poderia ter uma melhor competência para conseguir um emprego e para fazerem vestibulares nas demais áreas que desejarem seguir.