A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/04/2021

É notório que o desenvolvimento tecnológico alterou nossas relações comerciais e consequentemente teve impactos evidentes no âmbito trabalhista. Para exemplificar, é de conhecimento comum que os motoboys na pandemia tiveram um papel fundamental no isolamento social, apesar de não terem a devida remuneração sobre isso. A partir disso, podemos enxergar claramente o processo de “uberização” ao termos em mente o motoboy como um funcionário informal, trabalhando através dos algoritmos de uma empresa, onde ele não possui direitos trabalhistas. Acerca disso, pode-se inferir que as maiores problemáticas envolvendo esse processo são a falta de direitos trabalhistas de uma determinada classe trabalhadora e a qualificação exigida pelas empresas ao que se diz um trabalho formal. É relevante abordar, primeiramente, que a influência da tecnologia no trabalho “uberizado” desencadeia a busca dos profissionais por mais liberdade de produção. Posto que, de acordo com o IBGE 2020, o aumento do uso do “home office” pelas empresas do Brasil, cresceu cerca de 45% após o início da o.