A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 28/04/2021

Com a “Quarta Revolução Industrial”, vê-se que, a presença de tecnologias digitais em meio à economia brasileira tem aumentado significativamente. Dado que, essa realidade foi nomeada de “uberização”, recebendo herança do Uber que implantou um conceito de negócio com menos intermediários. Diante dessa perspectiva, é necessário analisar que a “uberização” do trabalho na era tecnológica está intrinsecamente ligada à busca por mais liberdade e consequentemente ao aumento da precarização na economia dos dias atuais.

A princípio, sabemos que hoje em dia o mundo comercial e virtual basicamente se fundiu fazendo assim surgir uma nova classe trabalhadora. Desse modo, percebesse que isso está sendo possível através de um mediador: a internet, o que leva essas pessoas a serem responsáveis por seu próprio negócio e consequentemente não usufruir de direitos trabalhistas assim como um funcionário de uma empresa comum. Ademais, no Brasil o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que motoristas não têm vínculo de trabalho com a Uber, assim como na Califórnia, o que reafirma a informalidade do trabalho. Sendo assim, a questão acaba por se tratar de uma adaptação e melhor gestão da renda salarial dessas pessoas.

Por conseguinte, sabesse que a educação é uma pauta importantíssima no desenvolvimento econômico e também no crescimento pessoal do próprio indivíduo. Para exemplificar, podesse citar a China, cujo segundo O Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA) é o país de melhor educação básica no mundo. Além disso, possui um Produto Interno Bruto (PIB) atual de 13,61 trilhões com um crescimento anual de 9%.Sendo assim, podemos interpretar que a educação é um símbolo de prosperidade e desenvolvimento em uma nação, o que faz com que as multinacionais e empresas em geral queiram pessoas cada vez qualificadas para trabalhar. Isso, somado ao desenvolvimento tecnológico faz com que pessoas consideradas menos qualificadas sejam desprezadas no mercado de trabalho.

Infere-se, portanto, que os problemas ocasionados pela “uberização” do trabalho possuem íntima relação com aspectos socioeconômicos. Sendo assim, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Justiça, diminuir a debilitação da economia, por meio da criação e aprimoramento de leis, como a regulamentação do “home office” na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), visando assegurar os direitos trabalhistas na fase tecnológica. Dessa forma, minimizar a desproteção do trabalhador terceirizado ou temporário.