A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 30/04/2021
Tomando como base o documentário sobre a “Uberização do trabalho”, feito pela Rede TVT, destaca o funcionamento dos serviços prestados por diversas plataformas digitais. No Brasil, esse tipo de trabalho é caracterizado por se tratar de uma atividade autônoma, onde o mesmo é desprovido dos direitos trabalhistas e ressalta a desigualdade de gênero. Dessa forma, mesmo que esse tipo de trabalho seja visto como uma renda extra, é notável a precariedade dos serviços oferecidos ao indivíduo que usa dessa atividade.
É importante lembrar que, em primeiro lugar, a influência da tecnologia no trabalho “uberizado” depende de profissionais com maior liberdade de produção. Perante isso, o IBGE 2020 desenvolveu pesquisas que mostram que o aumento do uso do “home office” cresceu 45% após o início da pandemia. Assim, é notório que os avanços tecnológicos permitem uma maior facilidade de seu uso, principalmente em crises.
No entanto, muitos dos que dependem do trabalho através de prestação de serviços em plataformas digitais, tem sua jornada um tanto quanto cansativa. Exemplo disso é o aplicativo Uber, onde o trabalhador, para compensar sua renda mensal precisa dedicacar-se exaustivamente sem ter direito as leis trabalhistas. Pensando nisso, o excesso de liberdade dado aos trabalhadores pelas empresas digitais podem ser prejudiciais para o empregador e para o empregado.
Deste modo, fica claro que o problema da uberização não possui uma solução prática e de curto prazo, pois tal modalidade se encontra em expansão. Contudo, para minimizar os impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo desenvolver projetos de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataforma digital, aplicando multas no caso de violação dessas. Além disso, é dever das empresas aderir aos direitos trabalhistas, garantindo suporte ao empregado a igualdade de serviços entre homens e mulheres.